Resenha - Ecos

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"Os corações estão feridos. Indivíduos que costumavam ser amigos não são mais. Vizinhos não são vizinhos. Durante uma guerra, as pessoas acham que precisam escolher um lado e jogar a culpa no outro. Os corações ficam menores."

E ai galerinha, tudo na boa?
Hoje estamos aqui para falar sobre o livro "Ecos", essa obra linda e cheia de magia.
Vamos lá?

A obra nos leva a três contos, cada um em uma determinada época, seguindo uma ordem cronológica. Antes do primeiro conto, somos levados a um momento mágico, chamado "Um bruxa, um beijo, uma profecia" onde o leitor é apresentado a origem da magia do livro, uma gaita mágica que irá transformar  a vida de todo aquele que a possuir. E ai passamos para o primeiro conto.

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Tudo começa em 1933 na Alemanha, depois para 1935 nos Estados Unidos e por fim para o ano de 1942 também nos Estados Unidos. Percebam que as datas batem com o início do Nazismo e também com a Segunda Guerra Mundial. Todos os protagonistas são crianças que sofrem direta ou indiretamente com a guerra, pobreza, morte, injustiça, bullying, racismo e esperança.

"Não importa o quanto você não tem, há sempre muito mais na vida para se ter. Portanto, não importa quanta tristeza exista numa canção, vai sempre existir a mesma quantidade de talvez as coisas melhorem em breve.""


É possível sentir o quanto uma criança consegue ver algo positivo mesmo onde só existe escuridão. Onde conseguem acreditar que as coisas vão melhorar e que todos serão felizes. Sentimos a magia que a obra quer passar, a cada página virada é como se os sentimentos das crianças estivem a flor da nossa pele. A escrita de Pam Muñoz Ryan é unica e nos envolve.

Demorei um certo tempo para pegar ritmo a leitura, depois que terminei o primeiro conto que consegui entender onde o livro iria me levar, e ai consegui devorar ele em poucos dias.


Todos os protagonistas encontram de um jeito de outro a gaita mágica, e ai amigos leitores os acontecimentos são maravilhosos.

A edição do livro é maravilhosa, do jeito único que a DarkSide faz. A capa é dura, em um tom de roxo e laranja que chamam a atenção. Sem contar com as bordas das folhas em laranja vivo. Maravilhoso, sério. É para qualquer colecionador de livros ter na estante, obrigatoriamente.

Um das melhores leituras do ano. Vale muito a pena.


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