Resenha - O Conto da Aia, de Margaret Atwood

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Quando um livro ou série tá em alta, muita gente fica com o pe atrás ou espera o hype passar pra poder conferir, mas essa é uma daquelas vezes onde você DEVE ler e assistir uma obra o mais rápido possível, pois todo o mérito é válido e, muita gente concorda, deve ser renovado sempre. Não é à toa que já foi publicado diversas vezes, virado filme, ópera e muito mais.





Margaret Atwood é uma célebre escritora e poetisa canadense que busca, em muitas de suas obras, retratar o sofrimento de personagens femininas sob o domínio do patriarcado. Mas antes de chegar aquela galera chata que diz que tudo é "mimimi feminazi", a própria Atwood diz não escrever livros feministas ou obras absolutamente dessa bandeira, mas sim ficções que trazem especulações reais embasadas em estudos meticulosos. Ou seja, distopias realistas. Que eles acabam sendo feministas é consequência e muito bem colocadas na sociedade atual, diga-se de passagem. Algo que Atwood também considera importante. 




Eu já tinha sido conquistado pela capa da reedição da Rocco, quando todos os meus amigos começaram a falar da série. Então prometi a mim mesmo que iria ler o livro antes de começar a assistir. Comprei correndo e li correndo, agora vejo a série em doses homeopáticas pra não me desligar dessa história nem tão cedo. 




O Conto da Aia foi escrito em 1985 e nele conhecemos Offred. Uma serva que vive sob o jugo de um comandante do novo regime da República de Gilead, antigamente conhecida como Estados Unidos. Após inúmeras guerras nucleares, poucas mulheres possuem o dom de procriar, já que a maioria da população sofre com problemas de esterilidade. Por esse motivo Offred, fértil, é capturada, afastada de sua família e obrigada a ter um filho para seu comandante. Offred na verdade é a junção de "Of Fred" ou "De Fred". As aias perdem sua identidade e passam a ser propriedade dos homens do alto escalão militar e político. 




Daqui pra frente as coisas só pioram numa versão mais submissa que 1984 de Orwell. As aias sofrem torturas e humilhações pelas "tias", que as ensinam como ser subservientes antes de serem mandadas para as casas as quais são designadas. Elas então são vestidas de vermelho, exceto pelo chapéu branco que serve como "cabresto", limitando a visão quando elas saem de casa.


Uma das cenas mais icônicas do livro é o "ritual de procriação" que caracteriza a maior finalidade delas. A mulher do oficial, sentada na cama, segura os braços da aia enquanto seu marido mantém relações sexuais com o único princípio de engravidá-la. Aliás, tudo em Gilead é motivo para rituais sinistros, mas isso só lendo para entender!

É claro que há resistência: um grupo conhecido como "May Day" sobrevive por vozes baixas e infiltrações em todos os postos da sociedade, buscando implodir o governo totalitário de Gilead. 


O livro alterna entre passado e presente, explicando como o mundo conseguiu mudar tão rapidamente e de forma tão cruel. Numa hora Offred tem emprego e vive bem com seu marido e filha, no outro ela é escravizada e abusada, impedida até mesmo de tirar a própria vida. É angústia desde o primeiro capítulo, então é bom você estar preparado para sofrer e prender a respiração o livro inteiro.


Eu tenho muito mais coisas para falar porém a resenha já está super extensa, então vou apenas reforçar: LEIA O CONTO DA AIA! E aproveite para ver a série que está super fiel ao livro e linda esteticamente. Descobri também nas minhas pesquisas para escrever a resenha que a obra já tem um filme mais antigo e é claro que eu vou ver. 

Cena do filme <3



E aí, o que achou do livro? Conta pra gente, adoramos quando vocês conversam com a equipe do 4S! :) 




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