Resenha - Piano Vermelho

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Há um pouco mais de dois anos atrás, Lari e Vini escreviam aqui no 4S um diário de quando leram ao mesmo tempo o livro Caixa de Pássaros do escritor Josh Malerman, mas como ambos ainda não adquiriram o novo livro do mesmo autor, Piano Vermelho, lançado este ano pela Editora Intrínseca e recusam pegar emprestado meu e-book, ficam devendo de repetir a mesma dose que fizeram no passado com esse mais novo lançamento.

Enquanto isso, como resolvi dar uma chance a mais para esse autor, apresento a vocês uma resenha curta e direta de Piano Vermelho.

Da mesma forma como foi o livro anterior, neste, John também altera os capítulos entre o passado e o presente, e nos traz outro dos cincos sentidos em destaque, a audição.

Você seria capaz de se por à prova por uma quantia em dinheiro muito pertinente? Mesmo sabendo das consequências dessa escolha? E se esse desafio pudesse custar sua vida e a vida dos seus amigos?

Philip, Ross, Duane e Larry são os integrantes de uma banda chamada The Danes, famosa por uma única canção, "Be Here". Todos serviram juntos na Segunda Guerra Mundial e acreditando que estariam longe de qualquer atividade referente ao exército, eis que surge um homem, Jonathan Mull, com uma oferta de encontrarem a fonte de um som localizado no deserto do Namibe, África, o qual tem a capacidade de inativar qualquer arma e causar efeito colaterais intensos a quem escuta. 




A banda fica receosa em aceitar a missão após escutarem um trecho do som e provarem seu efeito sobre seus corpos, mas a oferta de cem mil dólares e o cheiro de aventura os instigam em aceitar.

Esse é o estopim que levou após seis meses Philip acordar de um coma em um hospital, estando internado não só por esse estado, mas também por apresentar todos os ossos do seu corpo fraturados. É nesse ponto que John visga, prende e nos faz vítimas de sua narração. A necessidade, curiosidade e ansiedade para saber o que aconteceu na missão, o que está acontecendo com Philip, que tipo de hospital está, onde fica, cadê os outros The Danes, se torna constante conforme avançamos os capítulos.

Philip a princípio se mostra bastante confuso, é claro, afinal conforme ele percebe o que estão fazendo com ele no hospital, injetando drogas que começam acelerar seu processo de cura, se torna alguém que começa a pensar de modo conflitante, entendendo que há algo de errado. E esse estado passivo acaba se transformando em agressividade, proteção.

Ele não é um personagem daqueles cativantes, que você quer casar e etc, mas também não é alguém que você quer ver se dar mal no fim. É um personagem curioso, a pessoa em si fica em segundo plano, perdendo espaço para a trama, afinal todo mundo quer saber a história por trás dele e do que aconteceu no deserto.

O que eles encontram no deserto é segredo, só lendo o livro pra saber ou acabaria a graça falando o que encontraram. Durante a exploração atrás da fonte do som, ficamos imaginando mil coisas junto com eles. Ninguém faz ideia se é um monstro, alguém poderoso, um alien, um instrumento divino... Eles encontram algo sim, mas é melhor você correr para comprar essa obra e descobrir!



Quando li Caixa de Pássaros (leia nossa resenha aqui) havia ficado zangada em como o autor havia me prendido e acabou com a magia toda ao ler o final, mas dessa vez foi antecipada as respostas para as perguntas acima, surgindo de forma confusa e sem graça, sendo que o autor poderia ter trazido algo melhor para dentro da estória.

Apesar desse contra e da desnecessidade de um romance fraco em um ponto da leitura, merece as cinco estrelas por ter cumprido com seu objetivo de ser um thriller.

Aproveite e compre o livro AGORA com desconto!!





E aí, o que achou? Conta pre gente e até a próxima!


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