Resenha - Filhos da Lua: o Legado - Marcella Rossetti

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Esqueça o mito dos lobisomens e tudo o que você viu em livros como "Crepúsculo", Marcella Rossetti nos traz uma história original, com romance e aventura na medida certa que vai cair no gosto de todos. 

Filhos da Lua: O Legado é um livro que faz você mergulhar de cabeça num universo curioso e envolvente. Um misto de todas as aventuras que você já leu com a boa escrita dessa autora que já começou no mundo literário com o pé direito. 

O livro, disponibilizado ao Blog pela autora, acaba de ser lançado fisicamente e você já pode obtê-lo clicando aqui. Lembrando que nossa resenha é isenta de qualquer influência externa.






Primeira coisa que você deve saber: os Karibakis odeiam ser chamados de Lobisomens, então é bom você se acostumar com uma raça nova de criaturas que possuem uma linha histórica sem furos. O que já é um ponto positivo. 

Outro ponto positivo é que, mesmo o enredo se passando no Brasil, a autora teve a sagacidade de escolher bem os nomes dos personagens e locais, fazendo com que aqueles leitores esquentadinhos que odeiam livros que se passam em terra brasilis (até hoje não sabemos o porquê) se sintam confortáveis. (um misto de palavras que vai de "Julian" a "Oca".)



Mas vamos ao que interessa.

Bianca Bley é uma adolescente que vive se mudando com sua meia-irmã Laura e sofre de crise de sonambulismo grave. O primeiro capítulo é disparado o meu favorito, o modo como Marcella inicia o livro é de perder o fôlego. 

Em sua mudança para Santos ela conhece Lucas, um garoto incomum que a faz desmaiar em seu primeiro dia de aula. A partir daí tudo começa a se desenrolar rapidamente: ela sofre um ataque numa boate causada por pérfidos (Karibakis desviados) e um Tau ( artefato que abriga os Griats, criaturas malignas que causam o caos quando ativado ). 

Ela então descobre ser a última de uma linhagem dos "filhos da lua", criaturas inteligentes com poderes dados pela lua que podem "trocar de pele" ou não.



Os Karibakis possuem seu próprio lar, o Refúgio, lugar incrível com uma tecnologia nem imaginada pelos humanos. É lá que Bianca Bley começa a ser ensinada sobre esse mundo totalmente novo e é colocada à prova. 

Eu poderia resenhar mais vinte parágrafos, pois os mistérios, personagens e explicações são inúmeros (tanto é que no fim do livro temos até glossário de personagens e termos).

Só lendo pra você conhecer Nicole, Rafaela, Lucas, Julian (garotas caidinhas em 3...2...1..., Alexia, a língua Ki, as linhagens, a arquitetura do refúgio, o Metamold... É tudo muito novo e requer muitas e muitas linhas para serem explicados à altura do que Marcella nos apresenta.



Muitos acham o início do livro arrastado, eu acho o contrário. Quanto mais explicado e mais imerso, melhor. Isso causa empatia pelos personagens e pela história, um bom autor é reconhecido por isso. 

Marcella foi ousada em escrever 500 páginas para o seu primeiro livro, mas você percebe que ela precisaria de muito mais para nos apresentar todo esse universo digno de um bom RPG (rezando para que os Karibakis virem uma febre e as mesas jogáveis comecem a surgir). 



Claro que nunca vamos deixar de comparar o livro com as outras sagas mais famosas, temos um romance estilo Crepúsculo, aulas como em Harry Potter, classes que lembram Divergente e Percy Jackson, mas nada disso atrapalha a leitura, apenas deixa de ter um diferencial mais marcante em relação aos elementos usados. Creio que o único ponto negativo do livro, mas quem sabe nos próximos da saga as coisas mudem?

Ah, falando em próximos livros, já estamos loucos pela continuação da história, até porque as coisas vão começar a pegar fogo! Se a introdução ao mundo Karibaki foi assim, imagina o que virá na segunda parte da história? 

A izzie teve o prazer de conhecer a autora na 24ª Bienal do livro de São Paulo e entre toda a sua gagueira conseguimos algumas explicações bem legais.




1. Qual foi sua inspiração para escrever Filhos da Lua: O Legado?

Minha inspiração foi, provavelmente, alguns acontecimentos na minha adolescência. Quando eu tinha uns 14 anos, uma professora de Português me deu nota zero em redação pois duvidou que eu tinha escrito aquilo, que provavelmente eu tinha copiado tudo de algum livro. Como eu era tímida acabei ficando calada. Fiquei triste é claro, mas não retruquei. Só que isso ficou na minha cabeça: se eu tiro um zero pela redação ter ficado boa demais, um dia eu acabaria escrevendo um livro. 

A partir daí comecei a escrever. Sempre fui fascinada pelos lobisomens e queria uma história ambientada no Brasil. Movida por filmes, livros e jogos de RPG, fiz uma mistura criativa e criei a personagem Bianca, que chegava à cidade de Santos e a partir daquele momento um mundo diferente se abriria para ela, mas não com aqueles lobisomens que estamos acostumados a ver, mas sim uma raça totalmente diferente da que estamos acostumados a ver. 

2. E por que Santos? Com tantos outros lugares que poderiam ser explorados?

É que eu nasci e vivi em Santos, então eu preferi escrever sobre um lugar com o qual eu já estivesse acostumada, onde eu pudesse descrever bem e com todos os detalhes.

3. Por último, o que você diria para os fãs e para aqueles que querem conhecer o seu mundo?

Vocês vão adorar o livro Filhos da Lua: o Legado porque ele não é apenas uma fantasia urbana, ele fala sobre nós, nós que temos que enfrentar o dia-a-dia, enfrentar novos mundos, novos universos. O livro não fala apenas sobre criaturas fantásticas, ele fala sobre nossa vida. Vocês vão adorar os personagens e se encantar com o Refúgio. Muito obrigada. 

Torcemos pelo sucesso da Marcella e ficamos encantados com tudo. Obrigado por nos apresentar a sua obra!










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