As criaturas atrás das paredes - "The People Under the Stairs"

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A polícia recebe a notícia de que uma residência foi invadida por assaltantes. Chegando ao local, eles ouvem sons saindo de algum canto invisível da casa, ao procurar mais atentamente, embaixo das escadas, encontram os filhos do casal residente, mantidos em cativeiro. 

Não, esse não é o enredo do filme, mas sim a história real que originou essa obra de Wes Craven (Pânico e A Hora do Pesadelo).

Após bons filmes e várias bombas, Wes chegou para nós com um longa curioso e longe dos holofotes em 92. Entrando no catálogo da Netflix a pouco tempo, resolvi escrever um pouco sobre essa obra que marcou a minha infância (tenho o DVD guardado com carinho até hoje).






Tolo (Brandon Adams) é um pobre garoto negro que se vê em apuros, já que sua mãe, com câncer, não tem condições de trabalhar nem pagar seu tratamento. Ele então decide corajosamente invadir uma casa junto a Leroy (Ving Rhames), já que existem boatos de que o casal que mora lá tem muitas moedas de ouro escondidas pelos aposentos. 


 

Mas é claro que não seria assim tão fácil, no decorrer da trama eles descobrem que o casal (que se denominam entre si como Mamãe e Papai) mantém em cativeiro sua filha, Alice. Mas as coisas pioram ainda mais quando Tolo descobre que ela não é a única "filha" do casal e que, atrás das paredes e no porão da casa, existem muitas outras crianças trancadas e mantidas sob péssimas condições, comendo ratos e se entretendo com uma televisão precária que é o único ponto de conexão deles com o mundo exterior.




Uma dessas "criaturas" é o Barata (Sean Whalen), criança que teve sua língua cortada por "falar demais". Mas como Alice ainda não foi jogada lá com as outras criaturas? Ela segue as regras dos pais que são "Não ouvir, Não falar e Não enxergar".




O filme em si não consegue se definir, é uma mistura de terror clássico com comédia, cenas nonsense, crítica social super aparente e roteiro duvidoso, mas é isso que faz com que As Criaturas Atrás das Paredes seja tão especial, ele remete a um bom filme da década, com uma fotografia bem interessante e um clima labiríntico dentro de uma casa cheia de armadilhas e segredos.




É um prato cheio pra quem curte um filme despretensioso e sádico. Dizem até que é um "Esqueceram de Mim com uma pegada de horror e protagonista negro". A cena mais memorável, em minha humilde opinião, é o banho de água fervente a qual Alice é submetida pela sua mãe, vale a pena ver o filme inteiro só por essa cena.




Por fim, é uma boa pedida para o mês do Halloween, conta pra gente o que você achou do filme, e se não assistiu, corre pra ver que a Netflix tá esperando por você.



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