Resenha - Fique onde está e então corra

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E vamos para mais uma resenha de um livro infanto-juvenil, do qual não li a sinopse dele antes para saber do que se tratava, porém, o seu autor é conhecido por ter escrito “O menino do pijama listrado” (2007) que acabou ganhando uma adaptação para as telas do cinema.

Estou me referindo ao “Fique onde está e então corra” publicado pela editora Seguinte, o qual tem um título um tanto que incoerente, ou até mesmo como comentou nossa Izzie “Que nome ilógico haha” quando no desenvolver da conversa contava qual era o livro que estava lendo no momento. Mas garanto que apesar da obra carregar esse nome e dá um receio de ler, ao desenrolar da história fará todo sentido e a frase passa a ser repetida até o instante de total compreensão, a não ser que você ligue os pontos antes dos acontecimentos apreensivos e descubra.


O enredo começa no dia 28 de julho de 1914 quando é dada a largada para a Primeira Guerra Mundial como também é o quinto aniversário do protagonista, um garoto chamado Alfie que almejava um dia poder trabalhar como leiteiro junto com seu pai.

Porém, sua vida se transforma com o passar do tempo. Vê seu pai se alistar no exército voluntariamente dias após seu aniversário; vê sua melhor amiga e o pai dela serem exilados; precisando de dinheiro para sustentar a casa sua mãe se dobra em três profissões; entre outras coisas.

Passado quatro anos de uma guerra que era para ter sido encerrada no Natal de 1914, Alfie já está com nove anos e começava a abrir mão do colégio, exceto de duas matérias por gostar muito delas, para poder ajudar finaceiramente sua mãe ao exercer secretamente o papel de engraxate na estação de trem.

Mas por tudo que vem passando, nenhuma aflição chega perto da  que sente em relação ao que aconteceu com seu pai durante a guerra, se está mesmo em uma missão secreta como sua mãe alega ou ela não quer contar que o pai está realmente morto. Para isso, Alfie vai encarar uma pequena jornada em busca da verdade, em busca do paradeiro do seu pai.


É um pouco complicado sintetizar tudo que se passa em um livro que tem tão poucas páginas, que os personagens secundários são peças fundamentais e que o final acaba um tanto de forma abrupta, esse último aspecto é um ponto negativo que tenho em relação a obra, poderia ter uma desenvoltura melhor.

Entretanto, John Boyne consegue trazer curiosidades a respeito do que acontecia durante a época de guerra, de colocar as consequências e marcas que a guerra deixava ao invés de retratar campos de concentração e tiroteios, e além de tudo, colocar isso no ponto de vista de um garoto de nove anos que cresce odiando a guerra, uma vez que a mesma transformou sua vida tranquila em uma tempestade.

É um livro rápido de ler e que ao menos para mim, que lê todos os dias dentro de um ônibus lotado conseguiu ignorar qualquer som e ficar absorvida na leitura, se aprofundando na história ao ponto de quase perder o ponto que salta.

Obs: Leia se puder.

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