Resenha - O Menino que Desenhava Monstros

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O menino que desenhava monstros por Keith Donuhue foi publicado no Brasil pela Editora DarkSide, é em capa dura, o inicio de cada capítulo está com alguns risgados a giz e depois do final há algumas páginas parcialmente em branco para desenhar monstros, lembranças, angustias, criaturas, pesadelos e sonhos.

Jack Peter, também chamado por Jip, é um garoto especial de dez anos por possuir Síndrome de Asperger¹ e após um incidente que ocorreu três anos atrás adquiriu agorafobia², deixando de sair de casa desde então, exceto quando o pai, Tim, precisa levá-lo as “forças” ao médico. Nesse ponto, trata-se de uma história com pontos frágeis devido aos cuidados e atenção que devem ser dados, juntamente com as mudanças de estilo de vida que os pais sofrem ao possuir um filho com essas condições.


O estopim da história se dá quando Jip soca o rosto de sua mãe, Holly, a qual conta o episódio e o que pensa ao seu marido, a partir dai desenrola o enredo, onde Jack vai se tornando cada vez mais estranho, acordando no meio da noite aos gritos, passando a desenvolver obsessão por desenhar, especialmente monstros, envolvendo até seu único amigo, Nick, nesse novo hobby. Mas os acontecimentos não ficam presos só ao garoto, coisas sinistras acontecem como uma janela repentinamente aberta, batida nas portas e nas janelas, passos no teto, vulto branco na estrada, entre outras que passam a ser vivenciadas por aqueles que convivem com o menino.  

Conforme for avançando na leitura e por mais que muitos fatos passam a ser previsíveis, ficando só no aguardo de chegar o instante que irá ler e pensar consigo mesmo “Eu já sabia!”, haverá uma circunstância que, ao menos para mim, foi um tanto surpreendente. E a narrativa não ocorre de forma totalmente cronológica, sendo que em vários momentos cenas são repetidas para mostrar o que acontecia com outros personagens.


“Fique encantado com esta história, tão assustadora e delicada” - James Wan. Esse é o comentário estampado na parte superior da capa do livro. Entretanto, a história não é assustadora como o diretor descreve, muito menos dá sustos ou faz a ter a sensação de que há alguma criatura a espreita, observando-te, esperando para surgir no momento que estiver sozinho. Porém, o livro ganhará adaptação nas mãos de James Wan.

Tirando os pontos negativos já citados anteriormente, é um bom livro, a leitura flui de forma tranquila e para quem gosta de literatura infanto-juvenil e fantasia pode ler sem medos, mas sem por expectativas demais para não ter que se decepcionar no final.

¹ A síndrome de Asperger é caracterizada por prejuízos na interação social, interesses e comportamentos limitados.

² Agarofobia é o medo de lugares abertos. Ou seja, medo de sair de casa.

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