Resenha: A Filha da Feiticeira - Paula Brackston

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Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa esse livro das sombras. 

Assim que peguei o livro e vi a capa, pensei: nossa, lá vem mais uma história estilo crepúsculo... Ainda bem que me enganei bastante.

A filha da feiticeira conta a história de Elizabeth Anne Hawksmith, Bess, Eliza ou Elisie (pseudônimos que Anne usou em épocas diferentes de sua vida), uma bruxa de 384 que, após inúmeros desastres, encontra mais um lugar para viver escondida de seu grande inimigo, Gideon Masters, o bruxo que a transformou em quem ela é. 

Nos dias atuais, em Willow Cortage, Elizabeth acaba conhecendo Tegan, uma jovem menina que se sente sozinha e sem amigos, elas então constroem uma grande amizade, cercada de magias e ensinamentos. Tegan vira uma aprendiz de feiticeira e durante sua adolescência vai descobrindo coisas novas com Elizabeth, que também conta histórias das suas "outras vidas".



Prepare-se para ver a protagonista sofrer o livro inteiro. A primeira história que Elizabeth conta é a mais forte, pois envolve a sua infância, época da peste negra e todos os sacrifícios que envolveram esses anos de obscuridade. 

A Filha da Feiticeira é um livro tranquilo de se ler, simples e redondinho. Com muitas referências reais às práticas wicca, o livro mistura épocas diferentes sem se perder.

Algumas pessoas acham o livro "morno" demais, porém se você gosta de uma boa história, daquelas que parece alguém contando pra você baixinho antes de dormir, a história criada por Paula vai te conquistar.


O livro é dividido, sutilmente, em quatro sabás, que são os períodos do ano da religião neopagã da qual Elizabeth é praticante. Neles você presencia os dias atuais, pelo próprio diário da protagonista e descobre o passado, contado como uma história. 

O primeiro sabá, Imbolg, é a época da "passagem". No diário temos as novas amizades, a chegada na vila e as boas vindas aos espíritos da floresta. No passado vemos a descoberta da feitiçaria por Elizabeth, após inúmeros sofrimentos com a Peste Negra.



No segundo sabá, Beltane, a época do amor, vemos as paixões juvenis de Tegan, a aprendiz de Elizabeth e no passado o aparecimento de Jack, o estripador e a volta de Gideon em sua caçada infinita.




No terceiro sabá, Litha, temos o ápice do ano, que traz a história da Batalha de Passchendaele onde a protagonista trabalha como enfermeira na guerra. Já no seu livro das sombras vemos Tegan sendo disputada entre a paixão e a magia.



No Quarto sabá, Samhain, que corresponde ao Halloween, chegamos ao fim do livro, a última batalha contra Gideon é travada e ela decide tomar novas atitudes sobre o rumo da sua vida.

Após os quatro sabás a jornada por esse mundo mágico criado por Paula Brackston termina. Recomendo o livro para aqueles que gostam de histórias simples e não se importam com alguns furinhos de enredo. A ação do livro também fica a desejar, mas nada que atrapalhe a imaginação. Agradeço à Ana Paula pela indicação.

Quem quiser conhecer mais sobre Paula Brackston é só entrar no site dela clicando aqui.


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