Resenha - Battle Royale

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Jogos vorazes? Que nada! Hoje vamos falar do livro que inspirou diretamente (e não é o único!) o sucesso de Suzanne collins. A versão de olhinhos puxados, Battle Royale.

O livro, escrito em 99 por Koushun Takami, já alcançou a marca de 1 milhão de vendas e foi adaptado para mangás, filmes e jogos. 


A história vocês já conhecem: um grupo de pessoas (aqui 42 estudantes do nono ano da escola Shiroiwa) são enviados para um local (uma ilha) e são obrigados a participarem de um jogo: eles devem se matar por conta de uma lei governamental opressora, até sobrar apenas um. 




A "Katniss" da vez é Shuya Nanahara, que busca sobrevive ao lado de seus dois aliados, Noriko Nakagawa e Shogo Kawada, esse último é o melhor personagem do livro: controverso, ácido e inteligente, Shogo é cheio de segredos e você vai descobrindo cada um deles no decorrer da história.




Você vai se deparar também com diversos personagens, afinal temos 42 estudantes, cada um totalmente diferente do outro, como Shinji Mimura, o "Terceiro Homem", que sabe muito bem o que fazer para sobreviver e ajudar os outros alunos, a perigosa Mitsuko Soma, que tem uma história de vida triste e cativante e o "vilão"Kazuo Kiriyama, o favorito a ganhar o Battle Royale.


Cada estudante recebe, no início do jogo, uma mochila com mantimentos e uma arma, que pode ser uma mortal metralhadora ou um ridículo garfo. Assim, eles se dispersam, com coleiras por toda a ilha, que é marcada em quadrantes. A cada hora um quadrante da ilha é proibido e quem ficar na área tem seu colar ativado, explodindo mortalmente. 



Além dessas regras existem mais algumas, como por exemplo: se ninguém morrer em 24 horas, todos os colares são ativados e todos morrem, não restando sobreviventes. A cada 6 horas, Takeshi Kitano, o "professor" responsável pelo programa, anuncia os alunos mortos e os quadrantes proibidos. Se algum estudante cogitar fugir por mar, atiradores instalados em barcos têm permissão total para matar. 



Não espere por nada romântico, esses pontos são breves e irrelevantes, o que predomina aqui é a mais pura e cruel violência.



Pra quem gosta de uma aventura, o livro é um prato cheio e imenso, vale a pena comprar pela linda edição e pela escrita do autor, que consegue desenvolver tantos personagens sem se perder na história.




Mas como nem tudo são flores, vamos aos pontos negativos.



O que eu senti falta, principalmente, foi o desenvolvimento do governo totalitário, com tão pouca informação que temos, parece que simplesmente o governo implantou o Battle Royale porque eles acharam uma ideia legal e insana, não vemos consistência no motivo real da matança, então você acaba pensando que o livro é matar só por matar, o que foge um pouco da essência. Nisso, outros livros batem de 100 a 0, a lista vai de clássicos como 1984 ao já citado mil vezes Jogos Vorazes, que tem até um presidente bem fdp.



Outro ponto ruim foram as barras forçadas em alguns momentos como as histórias de alguns personagens, algumas mortes desnecessárias e sem nexo que fazem parte da história ao redor da batalha principal e alguns furos que você só percebe lendo. 



Por fim, o fim do livro, apesar de muito bom, acaba sendo totalmente esperado, eu já sabia o que ia acontecer detalhe por detalhe praticamente no meio do livro e jurava que iria me surpreender ao chegar no fim, mas até as reviravoltas inesperadas eu já esperava. Uma pena.



Mas SIM, vale muito a pena ler o livro e com certeza vale ver o filme também, que ganhou diversos elogios e é uma daquelas obras que fazemos questão de dizer que se equipara ao escrito. Podem ver/ler em qualquer ordem, nenhum vai perder o brilho.




E é isso galera, espero que tenham gostado, um abraço e até a próxima resenha. :)

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