Cinema 4S - Batman VS Superman – Origem da Justiça

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E ai galerinha, tudo na boa?
Hoje é dia de Cinema 4S aqui no blog, e mais uma vez o texto foi escrito pelo meu primo lindo, querido, fofo e parceiro (está bom os elogios primo?) Vinicius Laus. Por que ele não faz parte dos nossos blogueiros oficialmente? TAMBÉM NÃO SEI, mas a vida segue. Ele escreveu uma crítica maravilhosa para vocês sobre esse tão falado filme, então sem mais enrolação, confira:

Um filme que desde do nome já gera grande expectativa por unir pela primeira vez no cinema dois dos maiores personagens das histórias em quadrinhos. Ambos personagens tem 75 anos de histórias e diversas encarnações sendo que cada pessoa tem suas versões favoritas sobre cada um dos personagens. Umas de minhas versões favoritas do Superman, por exemplo, é em um universo em que o mesmo nasceu na URSS e se transformou num ditador soviético. Sendo assim, em qualquer material novo contendo os dois personagens se trata de uma versão de cada um, ostentando características que dependerão da interpretação do autor da obra.


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Nesta versão cinematográfica, estes personagens estão inseridos num universo em que heróis, por mais poderosos que sejam, não conseguem garantir a segurança da população em geral por completo, mortes irão acontecer.

O filme se comporta muito como uma consequência de “O Homem de Aço”, desde o princípio amarrando a trama deste filme com o final do filme anterior. A trama se desenvolve envolta da questão da existência do Superman e as consequências da suas ações. A destruição do primeiro filme e a descoberta da existência do Superman são as causas que motivam as ações das duas principias adições ao elenco para este capitulo, Bruce Wayne e Lex Luthor. 



Bruce Wayne/Batman da mesma forma que se autoproclamou o protetor de Gotham, toma para si a responsabilidade de neutralizar a possível ameaça do alienígena invencível. Por meio de cenas curtas, pesadelos constates e detalhes, fica muito claro que este Batman não é o mesmo de outros filmes que tínhamos visto até então. Este era sempre mostrado no início ou ápice de sua carreira (a não ser por “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”), já este filme apresenta um Batman que estava aposentado, não por ter desistido, por ter perdido demais. Tal fato reflete no personagem no modo como este se comporta: sua desconfiança e violência, demonstrando talvez, certa instabilidade mental.

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Lex Luthor é apresentado de forma inédita ao cinema também. Sai o homem de negócios de idade avançada, focado em vender terras, dos filmes anteriores (o que eu considerava uma decepção). Entra um jovem gênio excêntrico, hiperativo e CEO de uma corporação de tecnologia de ponta. Esta versão mantém a característica clássica do personagem em relação a manipulação e astúcia usada na busca de seus objetivos. O interessante no personagem, é que mesmo sendo apenas humano, ele consegue não apenas se opor ao Superman, consegue fazer o semideus sentir medo das atrocidades que é capaz de cometer. 

A Mulher-Maravilha faz uma participação no filme, que mesmo curta, desperta o interesse pela personagem. Em poucas palavras a atriz foi capaz de passar que esta é uma guerreira com décadas de experiência e tem gosto por uma boa batalha.  Não só age como um aperitivo para o filme da “Liga da Justiça” como também um chamariz para seu filme solo que vem em breve.

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Em questão desses aperitivos que o filme entrega para chamar o expectador para assistir a sequência, são de fato executados de forma simples. Os demais personagens que compõem a Liga não compartilham da mesma popularidade da trindade (Superman, Batman e Mulher-Maravilha) e sendo assim, eu concordo com a opção de se apresentar os personagens primeiro em um filme em que possam se provar como interessantes para depois receberem seu devido aprofundamento. Da mesma forma como ocorreu com a Mulher-Maravilha neste filme, estes heróis adicionais podem cativar o interesse do público que compareceu com o intuito inicial de ver outros personagens.

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Por último, sobre o protagonista deste filme: Superman. É verdade que durante o filme suas ações se limitam mais a reação contra outros personagens, porém isto não tira sua posição como o centro da trama. A falta de ação do personagem só deixa mais claro que o mesmo sente de verdade o peso de suas ações e ainda não encontrou o seu devido lugar como protetor da Terra. É uma trama clássica de um Superman em início de carreira, o medo de como qualquer ação que ele tomar afetará a política mundial de forma imediata. Cabe à um indivíduo alterar tanto o destino de um mundo inteiro? Nas diversas metáforas que o filme apresenta, o kryptoniano é comparado com Deus (em especial ao da religião cristã, por ser a religião predominante no ocidente) e sua história apresenta um paralelo com a figura de jesus: pais fazendeiros, os 33 anos mencionados no primeiro filme, a mensagem de esperança que carrega e tenta pregar, e neste filme, a crucificação. Isto pode criar um arco muito interessante para o personagem no desenvolvimento de seus 2 filmes junto às 2 partes de “Liga da Justiça”. Em Batman v Superman – Origem da Justiça vemos uma “crucificação” da figura do Superman, perseguido de diversas formas por aqueles que jurou proteger e se sua história continuar neste paralelo, resta esperar que em “Liga da Justiça” ele retornará como o salvador, finalmente assumindo o posto lhe cabe. 

E ai? Já assistiu ao filme? Deixa seu comentário ;)
 


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