Resenha - A Garota no Trem

Comentários



RACHEL
 ANNA
 MEGAN

Meu primeiro thriller foi Caixa de Pássaros (leia a resenha aqui) e depois não via a hora de ler outro livro do gênero, então quando ganhei A Garota no Trem fiquei empolgadíssima em saber o começo, meio e fim da história.
A propaganda em torno do livro foi e está sendo enorme, o livro está na lista dos mais lidos das últimas semanas e sem dúvida nenhuma merece estar nos holofotes.

Vamos falar um pouquinho sobre o livro?
Prometo que em caso de spoilers eu aviso antes, beleza? ;)



O livro tem uma dinâmica diferente do que eu estava acostumada a ler.
Ele é divido em três personagens, Rachel, Anna e Megan. Então temos três mulheres, três narrativas e três pontos de vista. No início de cada narrativa temos o nome da personagem, a data do dia da narrativa e o momento do dia, se é dia ou noite.
Isso no início me deu uma certa dificuldade, porque acabava esquecendo as datas, então quando iniciava uma data nova, eu voltava e conferia a data anterior, o livro vai para o passado e volta para o presente várias vezes, mas depois acostumei com a ordem cronológica e a leitura fluiu muito rapidamente.




Tudo começa com a narrativa de Rachel em 2013.
Rachel é uma mulher cheia de problemas envolvendo seu passado e seu presente, divorciada há 2 anos, com problemas sérios com a bebida e não conseguindo conviver com o divórcio, ela acaba chegando no fundo do poço, a única coisa que conforta sua vida é entrar no trem, fingir que vai trabalhar - ela foi despedida - e admirar a vida perfeita das pessoas que moram à beira dos trilhos do trem. Da janela do mesmo trem, na mesma hora, todos os dias, ela acompanha a vida de um casal apaixonado em sua casinha, imaginando como eles têm sorte de terem aquela vida e o quanto eles são felizes.

Percebemos nesses momentos o quanto Rachel é infeliz, o quanto seu coração ainda está magoado e o quanto uma simples rotina pode confortar sua mente. Mas a bebida acaba sempre sendo o seu maior escape, bebendo ela consegue dormir, bebendo ela consegue esquecer. 
Esquecer, essa palavra é muito importante durante toda a história, porque depois que Rachel bebe ela sofre de amnésia alcoólica, ela apaga e não lembra de nada.



Depois que conhecermos um pouco da vida de Rachel, a narrativa retrocede um ano. Estamos em 2012 e conhecemos a Megan.
Megan aparentemente aos olhos de quem vê parece uma mulher feliz ao lado do homem perfeito, mas em seu íntimo ela esconde segredos que nem seu marido Scott imagina. Tendo que conviver com tanto sofrimento, com tantos segredos, com tantos desejos, Megan sofre por não conseguir dormir, por não conseguir ficar sozinha.
Megan tem tantos problemas quanto Rachel. 
Megan precisa de ajuda tanto quanto Rachel.
Mas Megan esconde tudo muito bem.

Agora é a vez de Anna.
Anna sim, é a mulher perfeita, em um casamento perfeito, em uma vida perfeita com o homem perfeito. Diferente de Rachel e Megan, a vida de Anna é de dar inveja. Amada pelo marido Tom, e criando a filha Evie, Anna tenta de tudo para ser esposa e mãe maravilhosa. Claro que os problemas existem, mas ao lado de Tom tudo fica mais fácil. Anna é o reflexo da mulher insegura, que só quer a filha e o marido por perto, que necessita ter certeza das coisas. Mas Anna tem medos, medos de ser traída, medo de perder a filha, o seu maior medo é perder a famiília que conseguiu construir.

As três personagens são extremamente intensas, o tempo todo você imagina que algo vai acontecer. A aflição e agonia tomam conta, porque quanto mais você lê, mas portas se abrem, mais perguntas aparecem e mais hipóteses você começa a formular na cabeça. Você só quer terminar o livro o quanto antes e saber o final.
O modo como as três vidas se cruzam é incrivelmente sincronizado, o vai e vem, do passado ao presente, de uma mulher a outra torna tudo eletrizante.

Comecei a deduzir algumas coisas quando já tinha passado da metade do livro, acredito que mesmo que você seja bom em mistérios, você vai acabar se confundindo. A maioria das minhas teorias estavam certas, mas a principal eu demorei para descobrir, mas fiquei feliz em estar certa.

Não achei o livro óbvio, muito pelo contrário, ele é cheio de reviravoltas e isso fez eu gostar demais da leitura. A psicologia intensa por trás das 3 mulheres é enorme, a escrita de Paula Hawkins conseguiu fazer eu entrar na mente delas, em alguns momentos eu senti o medo que elas sentiram e isso foi extremamente maravilhoso. Queria que todo o livro conseguisse fazer eu sentir isso, fazer eu sentir que eu sou a personagem. Realmente Hawkins trabalhou muito bem nesse thriller psicológico.

Quem me acompanha no skoob pode ter percebido o quanto eu demorei para terminar a leitura, mas tal demora não foi nada por causa do livro e sim por contratempos, caso contrário eu teria terminado em 1 semana, certeza.

A leitura flui muito bem, o diferencial das narrativas e os mistérios te prendem e você só quer saber mais e mais.

Se você curte livros do gênero, vale muito a pena.

Thriller psicológico muito bem desenvolvido.

E como sempre agradeço quem me ajuda a manter a estante cheia de novidades, quero agradecer de coração ao Rafa pelo presente totalmente inesperado, muito muito obrigada Rafa, amei o livro <3

E ai, quem já leu o livro, o que achou?





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Valeu pelo comentário!