Resenha - A Estrela que Nunca vai se Apagar

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"Para todos os que desejam viver intensamente e amar profundamente, não importando o obstáculo ou a duração dos dias"

Recentemente postei nas redes sociais que estava lendo esse livro, e tentei da melhor forma possível me expressar em o quanto essa leitura mudou minha vida.

"A Estrela que nunca vai se apagar" é um livro real, emocionante, incrível, lindo e triste. É aquele livro que você sabe qual é o final, mas se emociona como se não soubesse.

Então hoje caros, leitores, irei escrever nesse blog uma resenha um pouco cheia de sentimentos, mas impossível ser diferente.

Preparados?


Você já deve ter lido o livro ou assistido ao filme “A Culpa é das Estrelas” de John Green, ou pelo menos ficou sabendo da história certo? A menina que sofria de câncer na tireoide com metástase nos pulmões e que precisa de cilindros de oxigênio para ajudar na respiração não existia apenas na ficção.
Esther Grace foi uma menina com uma vida especial. Esther foi diagnosticada com câncer na tireoide aos 12 anos, faleceu aos 16. No meio do caminho conquistou o mundo, fez amigos como John Green, ajudou pessoas, e realizou sonhos. Mas infelizmente muitos sonhos ficaram para trás.



“Sua vida foi seu livro. Ela não pôde escolher o final, mas a forma como preencheu as páginas torna a historia irresistível. Compartilhar nossa Estrela – nosso maravilhoso raio de sol – é um modo de espalhar sua luz. Somos muito gratos por ela ter agraciado nossa vida, mesmo que por pouco tempo. Lendo as palavras dessa jovem escritora, esperamos que outros se inspirem e sejam transformados para melhor, como nós fomos.”

"A Estrela que nunca vai se apagar" mostra a vida de Esther passo a passo, ano após ano de um jeito maravilhoso. O livro em si já é incrível, e deixo meus parabéns à Editora Intrínseca pela qualidade e beleza, digna de um livro sobre a Esther. 



São diversos tipos para se contar uma única história, e isso é dividido pelas cores nas páginas.  As páginas em verde são outras pessoas contando seus pontos de vista dos fatos ou agradecendo a Esther por fazer parte de suas vidas, como John Green, os relatos dos médicos, os amigos e irmãos. 
As páginas em branco são os textos que estavam nos diários de Esther, ela amava escrever e por isso mantinha diários atualizados de tudo o que fazia ou sentia. Os pais e a própria Esther possuíam um tipo de blog na internet onde também postavam noticias da saúde da nossa estrela para que as pessoas no mundo todo que torciam por Esther pudessem ficar atualizados, e essas postagens estão no livro nas páginas vermelhas.

Com essa junção de narrações tudo fica mil vezes mais emocionante.
No inicio temos uma pequena introdução escrita por John Green, onde ele relata como conheceu Esther e como uma menina tão pequena e com uma vida tão limitada mudou sua vida pra sempre. As palavras de Green emocionam logo no início: 

“Ela não partiu devagar, mas de repente, porque mesmo quando não conseguia mais sair da cama, ela encontrava maneiras de desfrutar a vida plenamente. E então ela se foi, de repente, de uma hora para outra.”

Depois da pequena introdução de João Verde, passamos para uma pequena apresentação da vida de Esther, em determinadas idades e com lindas fotos. Mais uma vez mostrando que a edição do livro é maravilhosa. 

Então passamos para “TRATAMENTO E DIGNÓSTICO” onde a médica de Esther fala sobre o devastador câncer e como tudo era difícil e delicado. O tratamento era apenas para deixar a vida da menina um pouco mais confortável, mas a cura era praticamente impossível.

“Em geral, no longo prazo, o prognóstico do câncer da tireoide em crianças é bastante bom, havendo uma taxa de sobrevivência de até 90% aos 20 anos. Mas o caso de Esther era diferente: ela apresentava a doença na forma mais avançada. O câncer dela se espalhara por todo o corpo e se instalara nos gânglios linfáticos do pescoço e nos pulmões.”

“Apesar do curto período de tempo conosco, sua longevidade e seu legado estarão definitivamente presentes em muitos meios. Da minha parte, sempre saberei onde encontra-la – em meu coração.”

E o livro segue nos mostrando o que Esther escrevia em seus diários, o tanto que ela chorava sozinha no quarto porque evitava ao máximo derramar lágrimas na frente das pessoas, sempre quis ser o mais forte possível, nunca quis mostrar fraqueza e constantemente escrevia o medo que ela tinha que seus pais achassem que ela era preguiçosa, mas só que ela não consiga respirar direito e vivia extremamente exausta.  E são nesses pedaços dos diários que acompanhamos na íntegra a vida sendo consumida por dor, medo, tristeza, depressão e esperança. Esther sempre tinha esperança, dizia que rezava constantemente para Deus, pediu a cura, pediu mais uma chance. Sim galera, é de cortar o coração ler as palavras de uma criança tão doente e com tantos problemas dizer que queria ter a chance de ajudar o mundo. 

“O câncer infantil é uma droga, e sei que há muitas causas impressionantes que ajudam, mas passar por isso meio que muda a forma como vejo as coisas e é só que, não sei, não é como se eu fosse realmente encontrar uma cura, porque não tenho como, mas gostaria de ajudar as pessoas que têm que passar por isso a se sentirem melhor.”

Mesmo com tantas limitações Esther queria viver, queria brincar, fazer amigos, queria se apaixonar, queria ter o seu primeiro beijo, queria passear no shopping, Esther queria viver uma vida normal. Mas os problemas respiratórios restringiam demais sua vida.

Mas talvez mais emocionante do que ler as palavras de Esther, é ler as palavras dos pais. A dor desses pais em saber que a qualquer momento iriam perder a sua filhinha foi em muitas vezes insuportável, e digo que algumas vezes fui obrigada a parar de ler porque o choro me consumiu. Vocês podem imaginar que o pior de todos os relatos foi dos últimos momentos de Esther nesse mundo e sim, foi a leitura que mais me emocionou até hoje.

Esther viveu quatro anos com a doença, e aproveitou ao máximo cada momento, superou e resistiu até seu corpo não aguentar mais. Depois de sua morte, seus pais montaram uma fundação chamada “This Star Won’t Go Out” que se dedica a aliviar as dificuldades financeiras resultantes das despesas com o cuidado de crianças com câncer.

O livro foi feito pra gente pensar, pensar e dar valor a tudo que temos e vivemos. Uma das coisas que o livro trás que me cortou o coração foi saber que Esther sempre foi muito fã de Harry Potter, conheceu Green e seus melhores amigos por ser fã do bruxo, mas ela acabou morrendo sem nunca ter assistido ao ultimo filme. Acho que está mais do que na hora de a gente dar valor para as pequena coisas. 

Nem preciso dizer que a leitura flui rapidamente, e que precisei de pouquíssimos dias para terminar.

Acho que todo mundo, em algum momento da vida deveria ler esse livro, hoje ele me faz dormir e acordar de um jeito totalmente diferente, como eu disse nas redes sociais, isso parece um pouco clichê né? Pois bem, que seja clichê. Mas uma coisa é certa, a vida de Esther fugiu do clichê e hoje ao olhar o céu eu tenho certeza que lá em cima tem uma estrela que nunca vai se apagar.

"Não é triste que tantas vezes seja preciso encarar a morte para se apreciar a vida e aos outros por inteiro? Espero que você esteja fazendo diferença para alguém hoje."

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