Resenha - The Walking Dead: Declínio

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A reconstrução,
            a esperança,
                          a dor. 







E a resenha dessa semana é do livro da série The Walking Dead.
Depois de uma pausa na história de Woodbury, voltamos para saber qual será o destino de Lilly Caul à frente da liderança da pequena cidade de sobreviventes.
Tenho um pequeno amor por TWD, a série me conquistou, (mesmo me decepcionando muito ultimamente). Os livros mostram o outro lado, o lado do povo do Governador, onde o grupo de Rick são meros coadjuvantes.
Se você não leu os outros livros, cuidado que tem SPOILERS importantes:
Então vamos lá:



Após a morte de Blake na devastadora tentativa de matar o grupo de Rick e destruir a prisão no 4ª livro, A Queda do Governador Parte 2, Lilly Caul assume a liderança da pequena cidade.
Lutando contra o luto por ter perdido Austin na batalha contra a prisão e por ter sofrido o aborto, o livro começa com Lilly tentando reconstruir a cidade, erguer e fortificar as barricadas, encontrar combustível para os geradores e alimento para o povo, resumindo ela tem um grande desafio pela frente.

"Ao contrário do que diz o velho ditado, o tempo não cura todas as feridas. Com algumas não faz diferença quanto tempo passe, ou quanto se beba, ou com quantos terapeutas se consulte. Geleiras poderiam partir continentes e a dor continuaria viva em algum lugar nas câmaras secretas do coração. Para os sortudos, uma cicatriz se forma, e a passagem do tempo acumula mais e mais cicatrizes até que a dor se torne simplesmente parte da constituição da pessoa, parte do que ele ou ela é."

Logo no começo, uma nova família entra em cena, os Dupree, o casal e seus três filhos estão desesperados por abrigo e comida, então são acolhidos por Woodbury e logo no início podemos ver que tem algo de estranho rolando com essa gente. A mulher Meredith sofre de uma doença psicótica, o marido Calvin é extremamente cristão e o filho mais velho Tommy demonstra não suportar mais o extremismo dos pais por acharem que tudo está ligado a Deus e ao inferno.
Mesmo com essas diferenças, Lilly acolhe a família, pedindo para que fiquem e ajudem no crescimento da cidade.

"Ninguém percebe no momento, mas essa dona de casa desleixada e diminuta - completamente imperceptível de quase todas as formas concebíveis - provará ser o segundo e mais intenso problema com o qual Lilly e o povo de Woodbury, cedo ou tarde, precisará lidar"

Então tudo começa a mudar rapidamente, uma super horda se aproxima da cidade e todos juntam forças para conseguir deter os mortos vivos famintos. E é ai que entra Meredith Dupree, em meio aos devaneios ela se sacrifica por todos para despistar a super horda. Um sacrifício que valeu a pena?
E mais uma vez alguém aparece pedindo ajuda perdido na floresta, dizendo que seus amigos estão encurralados pelos zumbis em uma cidade vizinha, Lilly tem ideia de salvar as pessoas para aumentar o numero da população da cidade. Mais pessoas, mais gente para ajudar a erguer a cidade.


Cansada de tomar as decisões sozinhas, Lilly decide dividir a sua liderança com o Jeremiah, o pastor que foi resgatado, dentre outras pessoas, de dentro da igreja. Foi uma decisão lúcida de Lilly?

O livro nos mostra o quanto o fanatismo - seja ele qual for - pode influenciar, destruir e matar.
Pela primeira vez nos livros, temos o encontro da religião extremista X realidade.
O extremismo do pastor Jeremiah é suficiente para acabar com toda uma estrutura de um povo que estava se reerguendo em meio ao caos. Sua infância difícil junto com a devastação do mundo faz o pastor ser um perigo gigantesco para qualquer pessoa que esteja vulnerável.
O livro segue uma linha de destruição, passo a passo para o fim da cidade próspera, e isso deixa o leitor emputecido, o quanto confiar se torna difícil e o quanto a genuinidade das pessoas pode ser tão destrutivo quanto a maldade.

O livro é bom, mas como eu sempre falei nas resenhas de TWD, a leitura não flui muito bem, me incomoda um pouco o excesso de detalhes, repetidamente é descrito as roupas, peças por peças que os personagens estão usando, além de todos os detalhes dos cabelos, rostos e ambientes, o que torna a leitura cansativa e lenta.

Mas a história compensa, é incrível ver o que não vemos na série de TV, e eu pelo menos tenho um carinho enorme pela Lilly e Bob, os dois personagens conquistam pela naturalidade e pela amizade.
Muita coisa - muita coisa mesmo - eu deduzi antes de ler, um ponto negativo do livro? Ou é porque estou muito acostumada com os erros e acertos do mundo dominado por zumbis? 

Precisa ler os quatro primeiros livros antes de ler esse?
Acredito que você vai entender praticamente tudo, mas acho interessante ler os primeiros para ter uma linha boa.

Vale a pena?
Sim, vale.

E para quem é fã dos livros, já saiu a capa americana do próximo livro - Invasion -
Se liga:  
 http://walkingdeadbr.com/wp-content/uploads/2015/03/the-walking-dead-invasion-capa.jpg

E ai? Quem já leu o que achou da história?

Como eu tenho o costume de agradecer aos pessoas que me ajudam a manter a estante cheia, queria agradecer a minha madrinha pelo livro <3. Obrigada.

Avaliação: 

2 comentários:

  1. Comecei a ler os livros uns meses atras e estou adorando!!!nunca assisti pela tv...prefiro sempre ler primeiro.Comecei hj o quinto livro e tambem acho q a leitura se torna um pouco cansativa com tantos detalhes mas no geral estou gostando.Assim q terminar esse com certeza comprarei "a invasão"

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  2. Comecei a ler os livros uns meses atras e estou adorando!!!nunca assisti pela tv...prefiro sempre ler primeiro.Comecei hj o quinto livro e tambem acho q a leitura se torna um pouco cansativa com tantos detalhes mas no geral estou gostando.Assim q terminar esse com certeza comprarei "a invasão"

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