Cinema 4S - O Pequeno Príncipe (2015)

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"O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração." Finalmente chegou alguém no mesmo nível de "Divertidamente", para lutar pelo posto de melhor longa de animação.





O Pequeno Princípe (2015) se baseia no livro clássico de Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943. Sua mais nova adaptação chega aos cinemas por meios da Paris Filmes, com produção Paramount e Warner. E que bela surpresa essa animação. Durante o filme eu fiquei pensando, seria esse filme da DreamWorks? Porque o próximo filme Pixar a ser lançado esse ano será "O bom Dinossauro". E não era nenhuma das duas. A Paris Filmes mostra logo nos primeiros cinco minutos do longa para que chegou e o que é capaz de fazer. A animação não chega a roubar o espaço do roteiro, mas em conjunto brilham para fazer desta uma obra quase que impecável.


A escalação de dubladores foi outro ponto do filme que merece destaque. A dublagem nacional é interessante mas não tem nada realmente inovador, enquanto a dublagem americana é praticamente uma calçada da fama. Contando com o elenco base de Jeff Bridges (Tron), James Franco (A entrevista), Rachel McAdams (O diário de uma Paixão), Paul Rudd (Homem-Formiga), Marion Cotillard (Piaf), Benicio Del Toro (Guardiões da Galáxia) e Paul Giamatti (O Espetacular Homem Aranha - 2), esse elenco é digno de um "Vingadores - Guerra Infinita Parte 1". 




 O filme começa mostrando a família da menina, sua mãe, suas metas e seus objetivos a serem conquistados. Em seu caminho, uma escola. E para se tornar uma "ótima" adulta, se faz necessário ingressar nessa escola. Com esse plano, somos jogados a rotina de uma criança de talvez oito anos que tem mais responsabilidades que a maior parte das pessoas que estão lendo esse texto. Contudo toda essa responsabilidade precoce escorre pelo cano, quando somos apresentados ao nosso ponto de desequilíbrio; O Aviador.



Vindo diretamente da história original, o aviador é o responsável por fazer a rachadura no mundo branco e cinza da garota. E isso é expresso graficamente, uma vez que a casa da menina só possui móveis de cores pastéis, enquanto o aviador tem uma aquarela de tons berrantes. E assim inicia a improvável amizade entre um antigo piloto, possivelmente caduco, e uma menina com um futuro já estabelecido. E é ai que somos introduzidos ao pequeno protagonista. O pequeno Príncipe. 





E aqui eu não posso não falar sobre a animação. Houve um tempo em que animação stop-motion e animação por computador foram rivais, mas aqui elas são um casal. Mostrando que juntas conseguem fazer algo que separadas seria impossível. E pela última vez (eu prometo) eu falo Como esse filme é bonito.

O pequeno príncipe e sua história clássica, mostram que sua versão de 2015 não quer apenas beber da fonte da original, e sim expandir a obra para um novo público e um novo tempo.




O filme se desenrola mostrando a trama no mundo real, entre a menina, o aviador "contra" sua mãe. De mesmo modo o filme mostra o que acontece no livro, narrando de forma primorosa os acontecimentos do livro. Ao passo que em dois terços do filme, algo acontece e só então mundo real e livro se juntam. Estes acontecimentos mostram que esse filme é talvez a versão definitiva da obra nessa mídia. Talvez ele passe despercebido para muitos, mas com certeza quem viu o filme saiu cativado.

Com notas de 98% no rotten tomatos, 7.4 no IMDB e três ovos no omelete, o pequeno príncipe é o melhor filme em cartaz nessa semana.



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