Cinema 4S: Cidades de Papel

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A bola da vez no cinema 4Sentidos é o tão aguardado e comentado filme "Cidades de Papel", a segunda adaptação baseada em um livro de John Green vem aos cinemas para causar.
Infelizmente eu não pude ir na estreia, mas desde que o filme entrou em exibição o que eu mais li foi "Cidades de Papel é superior em relação a A Culpa é das Estrelas." E minha curiosidade estava passando dos limites, então ontem a noite levantei da cama e decidi que iria ver o filme.
Eu li o livro ano passado, a história é boa, não era nada do que eu esperava, curti, mas não entrou para a lista "dos melhores livros que a Lari já leu", mas foi uma leitura que valeu a pena. Não lembro de todos os detalhes do livro, um erro meu, deveria ter lido o livro novamente, mas mesmo assim já notei algumas mudanças no roteiro, mas nada que mudasse o desenrolar do filme, em relação aos livros de John Green os filmes estão sendo bem fieis, com diálogos importantes sendo mantidos praticamente iguais ao livro.
Se você não leu o livro e/ou ainda não viu o filme, cuidado, pode conter spoilers importantes:
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O filme começa claro, com Quentin se apaixonando a primeira vista por Margo, e o inicio anda em velocidade máxima:
A mudança de Margo para a casa em frente ao de Q, os dois virando amigos, eles encontrando o cadáver no parque, Margo sumindo da vida de Q, ambos no último ano do ensino médio. Tudo isso foi muito rápido, porém, muito bem explicado.

O filme segue praticamente a mesma linha do livro, Margo vira a menina mais popular do colégio e Q continua apaixonado.
Somos apresentados então aos dois amigos de Q, Radar e Ben, a amizade entre eles é demonstrada de uma forma muito natural e espontânea, deixa um clima muito leve dentro do cinema, nos arranca risadas, nos faz sentir realmente que estamos no meio daquela amizade, acho que foi um dos pontos mais positivos do filme, a naturalidade.

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Então Margo, depois de 9 anos, aparece novamente na janela de Q para a aventura, tirando Q da sua zona de conforto e mostrando o quanto "mudar" e ser "diferente" faz bem para a vida.
Os opostos mostrados no filme, uma menina aventureira que quer sentir a adrenalina contra um menino que sonha com a vida simples, casar, ter filhos, virar médico é o que torna "Cidades de Papel" diferente da mesmice, faz a gente refletir.
Então, Margo sumiu, desapareceu e Q e seus amigos vão seguindo as pistas deixadas pela garota.

 

Talvez a viagem atrás de Margo pudesse ter sido mais explorada, pelo menos pra mim foi a melhor parte do livro, a interação de Ben, Radar, Q, Lacey e Angela durante toda a rota, os cálculos de Radar para que chegassem a tempo de ir ao baile, as paradas no posto para comprar alimentos e abastecer, tudo isso poderiam ter sido mais explorado, e passado mais devagar. Mas sim, mesmo assim foi de rir e se emocionar com a viagem, parecia que sentíamos a angustia de saber que aquela seria a última aventura dos amigos juntos antes de irem para a faculdade.

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O encontro do Margo no final foi aquela emoção/decepção que a maioria dos leitores tiveram. Cheio de diálogos fortes, que faz com que a gente reflita sobre o autoconhecer e a bolha em que vivemos atualmente.
O filme chega ao seu final, mas deixando um gostinho de saudade.
Se vale a pena?
Sim, vale muito.
Se é superior a "A culpa é das Estrelas"? 
Pra mim mantém o mesmo nível.
Trilha sonora?
Impecável. 


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