Os Sete

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Nobres homens de bem, jamais ouseis profanar este túmulo maldito. Aqui estão sepultados demônios viciados no mal e aqui devem permanecer eternamente. Que o Santo Deus e o Santo Papa vos protejam.

Hoje é dia de ficção nacional! Isto mesmo, é hora de valorizar os escritores da nossa terrinha que merecem visibilidade sempre no mercado editorial. A resenha é do livro "Os Sete", de André Vianco.



Se você está afim de ver vampiros de verdade em ação, com seus poderes verdadeiros e pontos fracos conhecidos, faça a leitura. Aqui ninguém brilha nem se transforma em cachorro. A história começa com um trio de mergulhadores, César, Olavo e Tiago, realizando pequenas explorações na cidadezinha pacata de Amarração, no interior do Rio Grande do Sul. 

É aí que eles descobrem uma antiga caravela lusitana e encontram estátuas de santos e uma imensa caixa de prata. A curiosidade é tanta que eles acabam por chamar historiadores acadêmicos da USPA, por intermédio de uma amiga do grupo, para resgatar e investigar esse objeto misterioso. 

Após trazer o navio à tona e abrir observar a caixa, sete palavras são encontradas inscritas em sua lateral:
 

Inverno, Acordador, Tempestade, Espelho, Lobo, Gentil e Sétimo




E após aberta nos é revelado logo no início do livro, sete cadáveres em bom estado de conservação. Porém algo dá errado e  um deles começa a se regenerar aos poucos, um assombro científico sem explicação. O laboratório improvisado começa a ficar absurdamente frio e o cadáver acaba voltando à vida após 500 anos para o espanto de todos.

É aí que esta criatura ressuscitada congela vários soldados que protegiam as investigações  foge, prometendo voltar para buscar os seus malditos irmãos.

O livro é escrito de uma forma diferente, já que não tem intermédio de um tradutor. Vícios de linguagem, expressões gaúchas e termos que só os brasileiros falariam são encontrados em todo o livro, não sei se isso é um ponto positivo ou negativo, é no mínimo curioso. O livro também tem alguns errinhos de continuação, falhas inexplicadas e situações que não condizem com o andamento da história, porém são casos isolados e que não atrapalham em momento nenhum a leitura.

O livro tem bastante sangue e fúria por meio dos vampiros portugueses, mas é bem marcado também pelos pontos cômicos, acentuados pelo sotaque lusitano. Surpresos com o mundo novo, os vampiro acabam caindo em diversas situações engraçadas, envolvendo carros, aviões e outros objetos comuns em nossa época. 

Prepare-se para encarar batalhas com o exército, mortos vivos e um lobisomem assombrando a cidade de Porto Alegre. A história flui em e a leitura é mais rápida do que se imagina, você morre de vontade de descobrir se no final os seis (sim, os seis. Acontece algo com um deles que só lendo pra descobrir) estabelecem o terror no Brasil, voltam para o Rio D'Ouro em Portugal ou morrem nas mãos do exército. 

Vale a pena a leitura e a sua continuação "Sétimo", que será resenhada em breve. 


Quando a água inundar sua rua
Quando o gelo resfriar seu sangue
Ponha-se a correr, use seu cavalo mais rápido
E prepare-se para conhecer Os Sete
Pois eles, agora, vão encenar o espetáculo mais bizarro da Terra.


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