Doutor Sono

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Muitos de nós, leitores assíduos de Stephen King, sempre nos perguntamos o que aconteceu com o pequeno Dan Torrance depois dos terríveis ocorridos n’O Iluminado. Após a completa combustão do Overlook Hotel, como foi a vida do nosso pequeno e corajoso iluminado?

                King, é claro, guardou uma ótima história na gaveta de suas memórias, junto com Sob a Redoma e nos presenteou com esse livro incrível, como sempre.



“Uma Obra-prima, provavelmente o melhor romance sobrenatural do século”
 The Guardian.

“A criatividade de King não falha: Doutor Sono tem tudo para ser sua melhor obra”. The New York Times.




                Eu acho que não chega a tanto, até porque sou aficionado n’O Talismã e em It, além de outros contos e livros que merecem destaque, mas Doutor Sono consegue surpreender e tem uma história totalmente nova, o que é incrível em King, já que suas obras nunca, NUNCA caem na mesmice. Você não vai encontrar obras semelhantes nem mesmo de outros autores.

                A Suma de Letras mais uma vez acerta em cheio com seu exemplar de capa fiel, título fiel, papel da melhor qualidade e diagramação confortável. Vale cada centavo e segundo gasto para acompanhar esta aventura fantástica e tenebrosa.

                No início do livro, nós acompanhamos um Dan Torrance perturbado pelos fantasmas do passado, bêbado e sem destino na vida. Um homem maduro que tenta a todo custo afogar seu dom em álcool, inconsequentemente. Nesta parte do livro nos é apresentado dois personagens que, mesmo aparecendo tão pouco, são muito importantes pela analogia na história. Deenie é uma drogada que Dan conhece em uma de suas bebedeiras e, mesmo sendo menor de idade, tem um pequeno filho.

                  O nosso Doutor Sono acorda de ressaca e descobre que gastou todo seu dinheiro em cocaína, espalhada na mesa de centro. Ao se ver sem dinheiro, cogita roubar Deenie que dormia, mas se depara com o pequeno filho da garota, que confunde a droga com doce e pede a Dan um pouco do pó em sua própria inocência. É neste momento que um fantasma muito real atormenta o jovem e ele se vê como um espelho do pai. 

                Após algum tempo nessa luta interior, ele acaba chegando a uma cidade, Teenytown, onde vai buscar reconstruir sua vida e se ver livre da bebida de uma vez por todas. Arruma trabalho, sobe aos poucos na vida, conhece pessoas que o ajudam e sua vida segue sem muitos transtornos.



                     Entre sessões nos Alcoólicos Anônimos e passeios no pequeno trem da pequena cidade, ele acaba conectado a um bebê psiquicamente, que ele descobre se chamar Abra. Passamos a viver um pouco na pele de Abra que, como Dan, possui o dom da iluminação.
              
                 Seus pais e sua querida avó, Concetta, buscam criar a filha e solucionar todos os casos anormais que acontecem com sua filha, como um som de piano tocado em pleno ar, a TV que não sintoniza nenhum canal senão “Os Simpsons”, as colheres que acabam pregadas no teto por forças invisíveis, os sonhos e o choro da criança quando o tempo se aproxima de desastres... Abra é uma garota especial e, misteriosamente, acaba conectada com o seu “Tio” Dan, como ela o chama carinhosamente. 

                     Agora vocês me perguntam: mas por que o nome do livro é Doutor Sono?

                Simples: com a sobriedade, os dons de Dan tornam a aparecer e ele usa os resquícios de sua iluminação para facilitar a morte dos idosos do asilo onde ele trabalha. Azzie, o gato que vive na casa de repouso, visita o quarto daqueles velhinhos que estão prestes a morrer e se aninha em sua cama, é neste momento que o Doutor Sono é requisitado: entra no quarto, conversa com o idoso e o ajuda a dormir, sem dor e com memórias boas, nunca mais acordando. 

                Mas nem tudo são flores e conhecemos também o grupo de viajantes misteriosos que se denominam “O Verdadeiro Nó”. 


Em sua maioria são pessoas muito bonitas idosas e de meia-idade, que andam a vida toda em trailers pelas terras americanas. Mas o segredo é que eles não são pessoas comuns e sim seres malignos que vivem centenas de anos se alimentando do vapor exalado pelas crianças com o dom da iluminação quando torturadas até à morte. 

                E a caça é constante: Barry China, Pai Corvo, Vovô Flick e muitos outros buscam crianças iluminadas para alimentação, fazendo-as sofrer e implorar pela morte. Mas a nossa terrível e odiosa vilã (muito querida por mim, diga-se de passagem) se chama Rose, a Cartola, que além de ser estonteantemente linda usa uma cartola pendurada numa posição surreal na cabeça, que não cai por pura mágica. 


As coisas pioram quando Abra vê o assassinato de um dos garotos iluminados, “O garoto do beisebol” e Rose descobre a existência de Abra, percebendo também que ela não é uma simples criança iluminada, mas sim uma imensa “cabeça de vapor”, ou seja, tem um dom forte o suficiente para render o tão sonhado vapor por muito tempo e prolongar a vida desses cruéis parasitas. 

                É aí que Dan procura lutar contra esses monstros, contando com a ajuda do velho Billy, do doutor John Dalton e dos pais de Abra para salvar a vida da menina e vingar a morte de muitas outras crianças desaparecidas. 


                Enfim, contei até demais sobre esse livro fantástico que eu super indico para todos os leitores do nosso Blog. Se você já leu, deixe um comentário dizendo o que achou. Quem ainda não viveu este prazer, corra já pras livrarias e adquira esta obra-prima do nosso querido e eterno mestre. 




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